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  Última atualização   28 de maio de 2017 | 01:39:45
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Moradores são convidados a pensar sobre a Luta Antimanicomial


Incluída em: 19/05/2017 | 10:53


Vestidos de amarelo, profissionais da secretaria municipal de Saúde, estudantes e professores do curso de Enfermagem da Faculdade Pitágoras foram para a Praça Pedro Sanches, para abrir um diálogo sobre o tema. A mobilização no Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado nesta quinta-feira, 18 de maio, incluiu a distribuição de laços, rosas e panfletos, além de uma tenda montada para aferição da pressão arterial.

Dona Maria Mendes, 66, aposentada, passava pela praça e ficou curiosa para saber do que se tratava a ação. "Tenho um filho psicólogo e sempre falamos sobre isso em casa. É muito importante informar, para que as pessoas que precisam, tenham o tratamento adequado".

A Rede de Atenção Psicossocial - RAPS, em Poços, é composta por duas unidades do CAPS - Centro de Atenção Psicossocial, sendo uma delas o CAPS AD - Álcool e Drogas, o NASF - Núcleo de Atenção de Saúde da Família, as unidades do PSF – Programa Saúde da Família, as Unidades Básicas de Saúde, o pronto-atendimento do Hospital Margarita Morales, UPA e o Hospital Santa Lúcia. O secretário de Saúde Carlos Mosconi informou que o sistema deve ser ampliado ainda este ano. "Estamos estruturando a abertura de um CAPS I, para atender crianças e adolescentes com transtornos mentais, além dos familiares que sofrem junto essa problemática".

Esta mobilização em Poços no Dia Nacional da Luta Antimanicomial foi uma realização conjunta do CAPS AD e da Faculdade Pitágoras. "Como profissionais da enfermagem, temos esse lado do cuidar e isso tem envolvimento direto com a saúde mental, porque a saúde mental do ser humano tem impacto na saúde orgânica", explicou Carlos César Barbosa, professor e coordenador do curso de Enfermagem.
 
Dia Nacional da Luta Antimanicomial
A data instituída em 1987, em Bauru, SP, durante o Congresso de Trabalhadores de Serviços de Saúde Mental, deu visibilidade ao Movimento da Luta Antimanicomial. São medidas de conscientização que fazem parte da Reforma Psiquiátrica Brasileira. "Historicamente, os doentes mentais sempre foram negligenciados, colocados em prisões, tratados como bruxos, isolados do convívio social. É fundamental sensibilizar a sociedade para o acolhimento do doente mental. Essa é a maior luta, porque a sociedade foi condicionada a querer a internação e a história mostrou que este não é o caminho", refletiu Adnei Pereira de Moraes, diretor do Departamento de Programas de Saúde. Um dado que demonstra esta mudança é a diminuição no número de leitos psiquiátricos no Brasil. De 85 mil leitos em 1992, para 25 mil em 2015.
 
CAPS AD
A unidade presta por mês, cerca de 600 atendimentos. São encaminhamentos feitos por médicos, pelas escolas, pelas famílias ou pela justiça, além de pacientes que procuram o serviço, de forma voluntária. A equipe multidisciplinar de saúde é composta por psiquiatra, terapeuta ocupacional, enfermeiro e auxiliares de enfermagem, assistentes sociais, psicólogos e oficineira. "A dependência química não é a causa, geralmente ela é a consequência de problemas, de situações com as quais a pessoa não soube lidar e exatamente por não saber lidar com isso, a pessoa encontra no álcool ou na droga, o ´alívio´ a válvula de escape para esse sofrimento. O trabalho é multidisciplinar porque precisa investigar e tratar a causa”, explicou Stela Marys Baldon, coordenadora do CAPS AD.

O CAPS AD fica na Rua Paraíba, 200. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. O CAPS II atende na Avenida Dr. David Benedito Ottoni, 260, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

ACS/Prefeitura de Poços de Caldas

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