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Vôlei: Seleção reconhece superioridade da Rússia, mas já desembarca pensando na 'revanche'


Incluída em: 12/07/2011 | 11:02


Após a derrota para a Rússia na final da Liga Mundial no último domingo, na Polônia, a seleção brasileira de vôlei desembarcou nesta terça em São Paulo, desfalcada do capitão Giba que ficou na Europa, já pensando em como superar os rivais e recuperar a hegemonia da modalidade.
 
Perguntado se a derrota tirava o peso do favoritismo brasileiro, Bernardinho negou e disse que a seleção será cobrada da mesma maneira. “Na próxima competição vocês não vão nos colocar como favoritos, não vão esperar o título? Então, tira nada (o favoritismo), a gente vai voltar para brigar de novo, está tudo certo. Tem mais favoritos, isso é legal para você poder dividir".
A seleção só volta a se apresentar dia 8 de agosto, mas está enganado quem pensa que Bernardinho pretende tirar férias. “Vou para casa, ficar com a família, estou há bastante tempo fora, não tive férias depois da Superliga, ficar um pouquinho com elas (a mulher Fernando Venturini e as filhas Giulia e Vitória) e pensar, trabalhar. Realmente, a gente tem que trabalhar, estudar muito, ver o que a gente pode estar criando. Eu não vou descansar completamente, porque a cabeça não vai desligar daquilo que aconteceu, para ver o que a gente pode estar modificando”, revelou.

Na opinião do Bernardinho, o Brasil já ganhou até mais do que merecia. “Nós não ganhamos todas, mas já ganhamos muitas. Eu tenho dito isso, mas o pessoal parece que não houve. Acho que nós ganhamos até mais do que merecíamos, não somos tão superiores assim. É o primeiro campeonato do ano, ainda temos muito pela frente. A Rússia mostrou que vai ser um grande rival, assim como a Argentina, que está crescendo muito, os EUA, Cuba, renovada, e a Bulgária, que no final do torneio se apresentou muito bem. Nessa briga ai, são muitos times com condições de sair campeão em qualquer competição”, argumentou.

Bernardinho também destacou que o tradicional bloqueio russo não foi tão superior, já que a seleção conseguiu os mesmos 12 pontos no fundamento. O técnico lembrou que o rival teve leve vantagem no saque, 8 a 6, e ressaltou que a diferença mesmo aconteceu nos contra-ataques.

O ponteiro Murilo afirmou que a derrota veio por ‘detalhes’. “São detalhes que antes nos faziam vencer, mas dessa vez foi diferente. A Rússia foi melhor. Não acho que jogamos tão mal, mas poderíamos ter ido melhor”.

Eleito melhor jogador do último Mundial, Murilo afirmou que agora a Rússia é o rival a ser batido. "Acho que a agora quem tem que ser batido é a Rússia. A gente vinha sendo a equipe a ser batida, mas perdemos essa final por 3 sets a 2 e agora temos que correr atrás deles. É uma equipe que a gente vai dormir, acordar, pensando neles".

Para o central Lucão, a seleção poderia ter voltado com o título. “Fica martelando. Tivemos a chance de trazer o deca, mas foi uma Liga Mundial em que tivemos muitos altos e baixos. Na final, a Rússia fez uma partida muito boa, sacou muito, eles tiveram o méritos e merecem a vitória. Mas tentamos de tudo. Historicamente Brasil e Rússia é um jogo complicado”.

O jogador afirmou que ter um tempo maior para se preparar para o Sul-Americano e Copa do Mundo. “Vamos ter um tempo a mais de preparação que não tivemos para a Liga Mundial. Quatro, cinco meses de preparação é o que vai ajudar a gente a buscar o título”.

Bernardinho deixou claro que o objetivo da seleção é a Copa do Mundo no final do ano, que classifica para os Jogos Olímpicos de Londres. Antes, a seleção disputa o Sul-Americano em agosto, o que deve fazer o técnico por optar por um time reserva para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro.
 
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